O projeto propõe a ocupação artística do Teatro Chica Xavier e do Terreiro Contemporâneo ao longo de 2025, convidando artistas, grupos e coletivos negros a desenvolverem suas pesquisas, criações e processos formativos nesses espaços que são referências na promoção da arte preta contemporânea.

Mais do que uma ação de fomento, o CENA PRETA EM MOVIMENTO é um convite à partilha, ao diálogo e à construção de novas narrativas. A iniciativa busca abrir caminhos para novas vozes, linguagens e experimentações, promovendo o encontro entre diferentes trajetórias e potências criativas.

ARAPUCA - um espetáculo-festa da Albatroz Cia de Teatro

Clara é uma jovem de São Gonçalo, criada numa família superprotetora. Durante sua festa de 17 anos, sua família descobre seu romance com Cassi, homem branco que tem fama seduzir e desamparar jovens negras. O que começa como uma celebração logo se revela uma trama de suspense e denúncia, onde realidade e ficção se misturam. Inspirado em Clara dos Anjos, de Lima Barreto, e Guarde Segredo, de Esmeralda Ribeiro, Arapuca é um espetáculo-festa que confronta o passado e o presente, convidando o público a participar desse jogo entre acolhimento e desconforto.

Criação: Albatroz Cia de Teatro
Direção e dramaturgia: Reinaldo Dutra
Elenco: Douglas Xavier, Felipe Moraes, Jéssica Barreto, Lore e Ury Ataliba
Cenário: Cachalote Mattos. 
Figurino: Carla Costa
Iluminação: Alexandre Corecha
Direção Musical e trilha sonora: Raquel Terra

Classificação: 14 anos

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Oficina: Dramaturgia e Território

É uma atividade de encenação e escrita criativa voltada à criação de monólogos autorais, a partir da relação entre memória, espaço e literatura. Através de jogos teatrais, exercícios de escrita, leitura e trocas, a atividade propõe o encontro entre experiências pessoais e trechos de textos da nossa literatura, explorando como a geografia dos afetos pode se transformar em dramaturgia.

Favela Vogue Experience

A importância da cena ballroom da maré em espaços de resistência, contribui para a afirmação das identidades LGBTQIAPN+ de dentro do território da Maré, fortificando para a cena em movimento a conexão do vogue de favela e seus movimentos políticos e as experiências do público com a performance.

A favela como sinestesia de movimento,experiências e trocas com a ballroom e com a cultura da favela, seja ela cultura do funk, culturas das drags queens,das travestis e das bishas pretas dos becos e vielas.

Ballroom não só como close, mas como existência e a diversidade das histórias contadas a partir das suas óticas de vivências e experiências com o outro e os seus territórios.


Concepção: Ballroom na Maré
Roteiro e produção: Lua Brainer e Kill Bill
Assistente de produção: Andromeda

Intérpretes e criadoras : PretaQueenBRull, Alynah, Killbill e Lua Brainer

Classificação: LIVRE

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Vogue Femme Class

Uma class de Vogue Femme é um espaço de acolhimento, arte e resistência e treino corporal para uma movimentação livre com a performance.
É onde o feminino se torna força, o gesto vira discurso e a dança vira forma de existir com dignidade, beleza e poder. Na class vamos estudar os 5 elementos e variações. Uma sequência para explorar a performance sendo sexy e feeling e umas dinâmicas de batalhas

VENTRE ENCRUZILHADA, da RESISTÊNCIA BELLYBLACK

Ventre Encruzilhada resgata memórias corporais ancestrais e reconecta saberes femininos silenciados. Invocando a força de Exu, para abrir os portais da ancestralidade negra feminina. Interligando a dança afro à dança do ventre, a obra celebra a potência feminina de Exu, onde cada gesto é reza, cada giro um portal, e cada batida de quadril um chamado para as vozes que ecoam dos terreiros, das ruas e daquelas que dançaram antes de nós.

Ventre Encruzilhada transmuta entre tradição e reinvenção, entre o pessoal e o coletivo. Um ritual cênico que transforma o palco em território de resistência, memória, evocação e magia.

Exu guia. O ventre pulsa. A encruzilhada se abre.

Concepção: Resistência Bellyblack
Roteiro: Odara Nur Mahin & Nubia Candace
Produção: Odara Nur Mahin
Assistente de produção: Danielle R. José Linhares
figurino: Resistência Bellyblack
Acessórios: Cheetara Ayuni
Técnica de Luz: Rafa Ribeiro 

Assistente de luz: Nana Pereira
Técnico de som: Sabrina Dionísio
Percussionista: Amon 

Intérpretes- Criadoras : Cheetara Ayuni
Nubia Candace
Odara Nur Mahin

Classificação: LIVRE

Oficina: CORPO-ENCRUZILHADA

“Exu matou um pássaro ontem com a pedra que jogou hoje”. Entre o enigma e a travessia, nasce a oficina Corpo-Encruzilhada. A oficina propõe a investigação do corpo como território de memória e movimento. A ancestralidade se faz presente como guia e a memória é tomada como instrumento de criação: aquilo que nos atravessa, que retorna e que se reinventa em gesto, em dança, em palavra. Na encruzilhada, o corpo comunica, ressignifica e abre caminhos. A oficina é convite para experimentar o corpo como portal – onde passado, presente e futuro se entrelaçam em dança viva, feita de escuta, improvisação e rito. 

Arriba do grupo IBORU

Em meio às cores vibrantes e aos ritmos intensos da cultura cigana, nasce a história de ciganinha, uma jovem cigana determinada, que desafia as tradições ao se apaixonar por um rapaz não cigano. O amor floresce em segredo, mas logo se vê diante de uma decisão determinante para a sua vida. Dois atores narram e interpretam a vida desta mulher, trazendo a tona a ancestralidade, as matriarcas, a vida e morte com um enredo emocionante, de puro axé.

Dramaturgia: Marcela Treze
Direção: Gabriel Gama
Elenco: Junio Nascimento e Marcela Treze
Músicos: João Vitor
Preparação Vocal: Pedro Lima
Figurino: Marcelle Fernandes 
Adereços: Thalita Loureiro
Cabelos: Isabella Mariotini
Operação de Luz: Caju Ribeiro
Operação de Som: Pedro Treze
Produção: Verônica Treze
Direção de produção: Iboru Produções

Classificação: LIVRE

Oficina: Corpo Terreiro

A oficina da Iboru Produções propõe uma imersão no conceito de corpo-terreiro, compreendendo o corpo como espaço sagrado de memória, ancestralidade e criação. A partir dos arquétipos das entidades da umbanda, especialmente dos Exus e, em destaque, das Pombogiras, a experiência conduz os participantes a acessar camadas profundas de presença, identidade e potência expressiva.


Com o apoio dos atabaques, dos pontos cantados e das saudações ao povo de rua, a oficina desperta a vibração e a energia que atravessam o corpo, evocando memórias ancestrais e afetivas. Nesse movimento, o corpo se torna lugar de escuta, de rito e de dança, revelando as forças que habitam a encruzilhada entre arte e espiritualidade

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